Canções de ninar, tuas palavras no bate e volta dos travesseiros, troncos, coxas e pernas, meia-lua à espera de teu abraço. Canções de ninar, sono que chega devagar, em ondas feitas de lençóis, rugas de juventude, manchas aqui, acolá. Canções de ninar, dedos entre dedos, aceito o teu caminho, de olhos fechados, confiança cega, não vejo a hora. Canções de ninar, hálito que viaja do pescoço à boca, a suave melodia do teu corpo sobre o meu, leves piscadas são vaga-lumes à noite. Canções de ninar, portas abertas, armários desarrumados, agora que sou alimento, durmo sem medo do bicho papão.”
— Outro textinho brega do cara aqui. Acho que é de 2003 ou 2004.